Uma médica obstetra que atua no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, foi alvo de uma representação no Ministério Público Federal após mensagens enviadas em um grupo de WhatsApp de profissionais e estudantes da unidade.
Nas mensagens, a médica pediu que pacientes não recebessem alta durante o fim de semana das eleições. “Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta pra ninguém, a maioria é petista”, escreveu.
Em outra mensagem, a profissional afirmou que quem votasse 22, número de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, terminaria o rodízio com “nota 10”. As conversas tiveram reações de outros integrantes do grupo.
A representação foi apresentada ao MPF pelo advogado Alan Henrique Marques, que pede a apuração do caso e de uma possível interferência no direito de voto dos pacientes.
Procurada pelo Jornal Opção, a médica confirmou as mensagens, mas afirmou que tudo não passou de “uma brincadeira” em um grupo privado e disse que jamais daria nota a um estudante com base em seu voto.
O Conselho Regional de Medicina de Goiás informou que casos envolvendo possível conduta ética são apurados sob sigilo e que solicitou esclarecimentos à profissional.

