Recinto de Soltura do Sítio Bagagem é Ampliado e Ganha Destaque em Educação Ambiental

Durante as comemorações dos 37 anos do IBAMA, no dia 27 de fevereiro, foi inaugurada a ampliação do recinto de soltura de animais silvestres do Sítio Bagagem, em Niquelândia. A iniciativa reforça o compromisso com a preservação da fauna e amplia a capacidade de alocação de animais reabilitados pelo CETAS, garantindo que mais espécies possam retornar à natureza em segurança.

O evento teve forte caráter educativo. Trinta e quatro alunos do 9º ano do Colégio Estadual Professor Joaquim Francisco Santiago participaram de dinâmicas de educação ambiental, visitaram o viveiro de mudas nativas e acompanharam a soltura de jabutis resgatados. Além disso, receberam orientações práticas sobre o manejo adequado para realizar a soltura dos animais presentes no recinto.

Os servidores do IBAMA também estiveram presentes, incluindo o superintendente estadual Léo Caetano, a chefe do CETAS-GO, Juliana Junqueira e o chefe da DITEC-GO, Rodrigo da Costa Andrade. Além de levar os animais que foram soltos, o órgão promoveu uma palestra de conscientização sobre os riscos da criação ilegal de animais silvestres como pets, reforçando a importância da proteção da fauna brasileira.

A programação contou ainda com a participação da equipe do Instituto Floresta Cheia, responsável pelo monitoramento da fauna local, que apresentou uma exposição fotográfica com registros da biodiversidade do Sítio Bagagem e arredores.

A ampliação do recinto foi possível graças ao investimento da empresa parceira NovaLuz, representada pelo coordenador Charrier Leão. A Anglo American também apoiou o projeto, mobilizando contratadas e realizando a manutenção das estradas que permitem o transporte seguro dos animais até o local de soltura.

Manoel Júnior, proprietário do sítio e responsável pela área de soltura, destacou a relevância da iniciativa e o caráter voluntário do trabalho:

“É que não existe floresta sem animais. Os animais são de extrema importância para as florestas, desde a germinação das sementes, dispersão, polinização. Esses processos se conectam com a produção de água e comida. Os animais resgatados pelo CETAS precisam de um espaço seguro para voltar à natureza, e é isso que fazemos aqui. É um trabalho voluntário, espiritual, sem custo, pela responsabilidade ambiental que o Sítio Bagagem assume.”

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